segunda-feira, 15 de abril de 2013

Also sprach Zarathustra: Não há exercício intelectual que não resulte ao fim inútil. Uma doutrina filosófica é no início uma descrição verossímil do universo; passam os anos e é um simples capítulo - quando não um parágrafo ou um nome - da história da filosofia. Na literatura, essa caducidade final é ainda mais evidente. O Quixote (...) foi antes de tudo um livro agradável; agora é uma ocasião de brindes patrióticos, de soberba gramatical, de obscenas edições de luxo. A glória é uma incompreensão e talvez a pior.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

De Gandalf e Salomão


Muitas vezes, durante uma situação qualquer, tomado de alegria desejo que o momento não passe, como se eu pudesse congelar aquele instante no tempo e permanecer imerso na sensação que ele proporciona. Em outros momentos, de aflição, de dor, de expectativa ou ansiedade, desejo que o momento acabe antes do que é fisicamente possível. Há ainda momentos de dor que sinto vontade de extender - por culpa, remorso, enfim, Freud provavelmente teria uma boa explicação.
Do lado direito do meu peito está tatuado, em caracteres arábicos, o ditado persa "In niz bogzarad". A tradução usual é "Isto também passará". Não sei até que ponto está correto - não conheço persa nem o suficiente para fazer a diferença entre o sujeito e o predicado da frase - mas acredito que a essência da frase independa da língua nesse caso.
Conta uma lenda que a frase surgiu quando um rei, desejoso de possuir um objeto que tivesse o poder de tornar alguém feliz quando estivesse triste, e triste quando estivesse feliz, entregou a um grupo dos homens mais sábios de seu reino um anel, no qual deveria ser inscrita uma frase com tal poder. Algum tempo depois o grupo de sábios devolveu o anel ao rei, inscrito com a dita frase - isto também passará.
Há inúmeras variações da frase na cultura popular ou erudita, do "Tudo passa, até uva passa" ao "Eles passarão... Eu passarinho!" de Mario Quintana. Mas o que todas essas versões do ditado querem dizer é apenas uma coisa: nada nesta vida é permanente. A mudança é a essência da vida.
Uma vez li que cada átomo de nosso corpo, a cada período de tempo (alguns anos, acredito eu), devido à morte e renovação celular, muda. Supondo que essa renovação completa leve 7 anos, eu poderia dizer que a pessoa que eu era 7 anos atrás não é a mesma que sou hoje. Não é a mesma porque é outro corpo. Outra matéria. Talvez milhares ou milhões de partes de quem eu era hoje façam parte de milhares ou milhões de outras pessoas. A informação na minha mente permanece (ou não?), mas o corpo é outro.
Pedras, montanhas, lagos, se deixados aos seus próprios recursos, não mudam. Talvez seja isso no fundo que sempre usamos como parâmetro para determinar o que constitui um ser vivo: aquilo que muda.
Por que é então que estamos sempre lutando com essa característica da vida, talvez a mais fundamental de todas? Pensando nisso me lembrei do personagem Gandalf, da trilogia de livros de JRR Tolkien transformada em filme por Peter Jackson. Durante uma cena, um monstro de fogo e sombra chamado Balrog tenta destruir os integrantes da sociedade do anel em sua jornada para Mordor. Gandalf, um mago, usa seu poder para impedir a criatura de passar e chegar até os outros, gritando: "Você não passará!". O Balrog não consegue passar, e o conflito resulta em sua queda em um abismo - mas não sem carregar Gandalf com ele.
Pouco importa se Gandalf retornou à vida posteriormente - não é a mitologia de Tolkien que quero discutir - o fato é que sua recusa em deixar que o monstro passasse exigiu seu próprio sacrifício.
Talvez, sem saber, seja isso que estamos fazendo quando exigimos de um instante "Você não passará!". Quando tentamos impedir a mudança, talvez estejamos impedindo a vida, e só o que pode resultar disso é morte - talvez não em sentido literal, mas com certeza a morte de outros momentos reservados para nós que nos recusamos a encontrar por nos acharmos por demais presos a um momento que nos recusamos deixar passar.
Uma segunda tatuagem, dessa vez em minha perna - um trecho de uma música da banda Devil Sold His Soul - diz "First light never to be seen again", ou seja, "A primeira luz nunca é vista de novo". Se pudéssemos de alguma forma segurar o nascer do sol precisamente quando seus primeiros raios são lançados, iluminando o horizonte e dissipando a escuridão da noite, não saberíamos como é iluminado ao meio dia, nem poderíamos apreciar um poente ou a luz solar refletida na lua à noite. Parece-me que cada momento, bom ou ruim, tem o seu lugar na vida, e o que o torna importante para nós é justamente que daqui a mais um instante ele não estará mais lá.

quarta-feira, 13 de março de 2013

The thing that strikes me as truest among those we have in common, is that we're both afraid of people. We're afraid of anything outside of ourselves, and sometimes, of things inside also. But what we're most afraid of, is each other.
'Tis a poor God
That hath allotted me demons
Instead of friends
In this mine life

I want to chase them away
But I'm afraid
When they art gone
There shall be nothing left
Inside

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Moments Are So Fleeting

I wish I could freeze that moment
When you had that half smile
That chases away my torment
And stay within it for a while

I wish I could keep it with me
For all time and eternity
And to see it every day
And my tears to wash away

Have your face always in my mind
Your soothing lips ever so kind
Gentler a smile I could not find

But when I try to hold it near
The moment is not anymore here
I can but watch it disappear

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Azar do dia: Sempre que uma área é urbanizada, inúmeras espécies de animais são expulsas de seu habitat natural. Na cidade sobrevivem apenas ratos, cães, baratas, urubus, e homens - ou seja, apenas aqueles animais que se alimentam de carniça, restos e dejetos.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

As One Incapable of Her Own Distress


Your mask fell
And I saw your true face
And I wept
I shall never tell
And there shan't be any trace
Of the secret you kept

I saw behind your eyes
And gazed at your scarred soul
And almost felt your pains
I'm aware of all your lies
And the things that no one knows
About those new old stains

I'm glad you revealed
The things of which you're scared
And the fear that you can't ease
Now I must surely yield
'Cause I know I can't be spared
From the infection of your disease

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Azar do dia: Cagar é um ato de criação.
Also sprach Zarathustra: Like him and Flamel, he left his home and traveled in search of the Initiated Wisdom; like them both. he returned to become a worker of wonders.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Azar do dia: Tem gente que é árvore; eu prefiro ser folha.

Filmes, Livros e o Sentido da Vida

Hoje me peguei pensando sobre um filme que assisti recentemente: Mr Nobody. Ele conta a história do último homem mortal no planeta - já que no filme, que se passa no futuro, a tecnologia e a medicina estão tão avançados que ninguém mais morre. Fiquei fazendo esse exercício de imaginação, que na verdade nem parece tão difícil, já que vencer a morte não parece mais um objetivo assim tão distante e nebuloso quanto no passado.
E se não precisássemos mais morrer? Acredito que muitas pessoas achariam isso bom, mas não consigo imaginar como o poderia ser. O que faríamos com a vida se não fôssemos morrer? Talvez ficássemos num estado de torpor permanente: tudo poderia ser adiado e nada mais seria urgente. Seria possível sequer a existência da sociedade como a conhecemos?
Apesar do pano de fundo do filme ser essa comunidade global futurista sem morte, o filme se concentra nas escolhas pessoais do personagem principal: escolhas feitas e escolhas não feitas, sem nunca deixar claro qual é qual; uma espécie de Kwisatz Haderach ao contrário (quem estiver familizarizado com o Duna de Frank Herbert entenderá). E creio que entendo porquê. Sem a perspectiva da morte e do tempo que se perde para nunca mais voltar, que importância tem uma escolha? Tudo seria nulo e sem valor. Quem se importa se você escolher o pior caminho possível, se você sempre terá a eternidade para mudar e escolher outra coisa depois? 
Dar sentido à vida mortal já é difícil o suficiente; como seria então dar sentido a uma vida que nunca acabará? Seria isso até mesmo possível? Muito apropriada aqui seria a piada de Douglas Adams em seu Guia do Mochileiro das Galáxias: quando perguntado sobre o significado da vida, do universo e tudo o mais, o computador Deep Thought - na verdade o maior e melhor computador já construído - responde apenas: 42.
Nossas escolhas só tem importância porque não podemos voltar atrás. Talvez seja essa irreversibilidade mesma das escolhas que dê sentido à existência. Há dois filmes de que gosto bastante que ilustram esse dilema fundamental da vida de forma bastante apropriada e dramática.
O primeiro deles é Sete Vidas, do diretor Ben Thomas. No filme, um homem decide doar todos os seus órgãos para se redimir por erros do passado, mas se apaixona por uma das pessoas que receberia um deles. Qual a escolha certa? Se ele doar seus órgãos, como planejado, a mulher que ama viverá, mas ele estará morto. Se ele desistir da doação para estar com a amada, eventualmente é ela que morrerá.
O outro filme se chama A Fonte, de Darren Aronofsky. O filme é sobre um cientista que está pesquisando a cura (e está bem perto dela) de um tipo raro de câncer, que coincidentemente sua mulher possui. A mulher está conformada com a morte, e tenta passar todos os momentos possíveis com o cientista. Este, porém, está tão perto de descobrir a cura que acredita que conseguirá desenvolvê-la a tempo de salvar sua esposa. De novo, qual a resposta certa? Ele pode conseguir a cura, mas talvez não a tempo, e sua mulher morrerá, e ele não terá passado seus últimos momentos com ela. Ou ele pode aproveitar o tempo que resta com ela, mas sabendo que ela inevitavelmente estará morta em breve.
A vida é cheia desses doublebinds, e nunca há resposta certa. Toda decisão que tomamos está elegendo um caminho e destruindo inúmeros outros para sempre. Neste exato momento, enquanto escrevo, estou preso numa caixa de concreto, com um computador à minha frente cheio de números na tela. O dia lá fora está bonito. E estou aqui para que amanhã eu possa estar vivo. Mas será que faz algum sentido eu ficar aqui para poder sobreviver até amanhã, se amanhã estarei novamente aqui, somente para poder sobreviver até depois de amanhã? Não faria mais sentido "viver o dia" e morrer de fome amanhã?
Muitas vezes tenho a impressão de que a vida não passa de uma piada de mal gosto, e que, como diz o personagem do Al Pacino no Advogado do Diabo, deus está se mijando de rir de nós.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sísifo e a Psicanálise

"Só existe um problema filosófico realmente sério: é o suicídio." Esta é a frase com que Albert Camus abre o livro "O Mito de Sísifo", e ela sempre ficou ecoando na minha cabeça. O título se refere ao titã da mitologia grega que, após a luta com os deuses, foi condenado pelo Olimpo a eternamente empurrar montanha acima uma grande pedra, apenas para, chegando ao cume, vê-la rolar de volta à base, tendo que iniciar novamente seu trabalho. Para Camus, se entendi bem suas idéias, a vida é essencialmente absurda, como o trabalho do titã em questão: qual o propósito de continuar empurrando tal pedra, se sabemos que o trabalho não terá nenhum resultado?
Apesar do existencialismo poder ser considerado uma filosofia pessimista, a resposta de Camus ao problema sempre me pareceu um tanto quanto arbitrariamente otimista. Ele diz que, ao chegarmos ao pico da montanha, naquela fração de segundo entre o término do trabalho de empurrar a pedra e a ação gravitacional que a fará rolar novamente, anulando o esforço que acabamos de empreender, temos um momento de pura lucidez em que o trabalho parece valer a pena. E é esse periódico momento de lucidez que, para ele, torna o suicídio uma resposta inaceitável ao absurdo da vida. Ouso discordar.
Sísifo não empurrava a pedra porque via sentido em seu trabalho. Ele o fazia porque era obrigado por uma força mais poderosa que ele, nesse caso, os deuses do Olimpo. E isso me leva a Freud.
Quando Sigmund Freud desenvolveu sua teoria psicanalítica, foi dito que ele feriu a humanidade com a terceira ferida narcísica. As duas primeiras foram a descoberta de que a Terra não é o centro do universo através de Copérnico, e a segunda a de que os seres humanos são produtos de mero acaso evolutivo, e não criações especiais de um deus todo-poderoso. Freud então desferiu o golpe final quando demonstrou que, a despeito de toda a nossa racionalidade, grande parte do que somos e de como agimos não está sob o nosso controle, sendo produto de uma outra parte de nós que ele chamou de inconsciente.
E é isso que, na minha opinião, nos mantém vivos. Mesmo sabendo que, racionalmente, não há sentido algum em continuar empurrando uma pedra que vai rolar de volta à base da montanha, há uma espécie de força, fora do controle da razão, que nos força a continuar a fazê-lo. Alguns a chamam de deus, outros de destino; eu a chamo, com Freud, de inconsciente.

"We are a psychic process which we do not control, or only partly direct." - Carl Gustav Jung

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Sexo, drogas e Rock'n'Roll

É dificilmente questionável que o instinto sexual é a mais poderosa força propulsora no comportamento humano. Se, porém, eu contentar-me em explicar esse impulso apenas em razão de forças evolutivas para a perpetuação da espécie, estarei correndo grande risco de soar simplista e ignorar os fatores psicológicas e sociais envolvidos.
Por que desejamos o orgasmo? Alguém disse uma vez que buscamos nele a anulação, a dissolução do ego. Não por acaso o orgasmo já foi chamado de petite mort, ou pequena morte: um momento em que nos fundimos à não existência ou talvez à toda a existência, de forma que por alguns segundos sentimos como se não existíssemos. Seria o sexo um desejo de morte? Há uma longa discussão de Freud em torno do sexo, do princípio do prazer e do desejo destrutivo, ou tânato.
Se considerarmos o sexo como uma forma de suicídio temporário e seguro, fica fácil entender de onde vem a associação de idéias do velho chavão "sexo, drogas e rock'n'roll". Drogas, sejam elas legais ou ilegais - cigarros, álcool, maconha, heroína, cocaína, ou mesmo cafeína e outras -ínas - possuem também o propósito de mitigar a sensação de realidade e existência. Além do efeito entorpecente que podemos associar à petite mort, há também o fator fisiológico - qualquer droga destrói lentamente o corpo. Suspendamos por um momento o pré julgamento que se faz de alguém que se droga como alguém que vive de forma "errada". Será que o que leva alguém a se drogar não é exatamente o mesmo instinto de morte que nos leva a buscar o orgasmo?
O rock'n'roll, por sua vez, é um estilo musical associado amplamente à destruição, quebra de padrões, rebeldia e a subversão. Ou seja, é claramente a trilha sonora perfeita para qualquer ato motivado pelos instintos tanáticos.
O bordão foi criado numa época de revolução social, talvez motivada pelas décadas a fio de repressão cultural desses poderosos instintos. Não sei até que ponto isso prova o que quer que seja, mas fica bem claro para mim que o ser humano precisa destruir - e às vezes destruir-se - tanto quanto precisa construir.
Azar do dia: Tentar provar que uma religião é incorreta porque suas idéias não correspodem à realidade é o mesmo que tentar provar que a famosa frase do poeta Vinícius de Morais "que seja infinito enquanto dure" é inválida por ser paradoxal.

domingo, 30 de setembro de 2012

Azar do dia: Casamento = DRs diárias + sexo ruim + tédio + invasão de privacidade + solidão a dois. Um conselho? Nunca se case.

sábado, 22 de setembro de 2012

Anima-te

A humanidade é um subproduto
de uma série de efeitos borboleta evolucionários,
como Che Guevara, revolucionários,
que se iniciaram quando a primeira molécula
orgânica se formou na sopa primordial

Não se zangue se eu te deixar, meu bem
Mas é que me apaixonei de novo por alguém
Cheirei feromônio do meu próprio ego
Sou um pobre demônio, assim me nego

Porque viver assim sozinho é fazer parte do sistema
É ser também orquídea quando eu sugo seu floema
É cheirar a urubu no sovaco de um poema

E vou andando em círculo vendo se algo vai acontecer
E vou vivendo a vida esperando minha hora de morrer

Enquanto ninguém perde uma perna
Todos continuam brincando
Nesse campo minado
Como se fosse quintal

A vida é um suicídio homeopático
Enquanto se tenta aproveitar a vista
A caminho da forca

E isto não é arte porque eu não sou artista
Mas sou arteiro
E isso não é música porque não sou asno
Mas falo muita asneira

Briga de anima e animus
Ninguém acalma os ânimos
Freudianos, Junguianos, mas continuamos
Sem resposta pras perguntas que perguntamos

Psicanálise existencial
Entre Lorde Byron e as Flores do Mal
Essa nem Darwin previu
Mas bem que Einstein curtiu
E quem não entendeu, e quem não gostou
Que vá pra fuga do Brasil

Nos matamos nos matando
Ou até tomando banho e cantando
Enquanto o século XXI vai passando

Enquanto isso o mundo vai caminhando
Pro desenvolvimento sustentável
E enquanto isso destruímos pra sempre
Um planeta habitável

Suicídio flexível, radical é rigor mortis
Eutanásia coletiva porque a vida
É só o tempo que falta pra morte

E todos dizem que eu tô deprimido
E o doutor manda eu tomar comprimido
Mas pra que se essa canção todo mundo já cantou
E quem ouve sempre diz que não gostou

E a razão de existir ninguém explica
Então vou dando meu adeus, que ah! Meu Deus!
A morte é só pra quem fica

Mas meu amor não fique chateada
Se eu descer na próxima parada
Que o meu humanismo já tá esgotado
E esse coletivo tá lotado.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Plethora Persona Deva


Eu sou um herói de merda;
Sou um leão entre cordeiros;
Um Hitler criando holocaustos de judeus e arianos;
Um Ku Klux Klan caçando brancos e negros;
Um bolchevique executando famílias reais e plebéias;
Sou um Bin Laden explodindo cristãos e muçulmanos;
Uma turba que assassina Joseph Smiths e Joseph Ratzingers;
Um gueto para cada etnia;
Sou uma bala e uma cápsula para Hitlers e aliados;
Uma termópilas para Leônidas e para Xerxes;
Uma praga que assola Israel e Egito;
Uma guilhotina que arranca cabeças de reis e revolucionários;
Um terremoto que assola todos os continentes e uma enchente que destrói cada cidade;
Eu sou uma metáfora para cada mentira
E um desespero para cada verdade;
Sou sangue de gato espirrando no seu pára-brisas;
Sou aquele que caga na cara do mundo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Also sprach Zarathustra: Oh, how like one common place mind is to another! How they are all fashioned in one form! How they all think alike under similar circumstances, and never differ! This is why their views are so personal and petty.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Also sprach Zarathustra: Everyone who is in want of money sits down and writes a book, and the public is stupid enough to buy it.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Azar do dia: Para mim, quem não tem capacidade de entender o impulso humano de auto-destruição e suicídio, ainda que não o tenha, é um autômato, e não uma pessoa.